
Por Gustavo Benedetti
"O clube vive uma congestão muito complicada, difícil de ser equacionada em termos. É uma relação de conflito permanente para o Fluminense. Há interesse dos dois lados (Unimed/Fluminense). O que fizemos: blindamos a comissão técnica e os jogadores, nos preocupamos só com o campo" - disse o agora ex-técnico do Fluminense Carlos Alberto Parreira, que conseguiu conquistar uma Copa do Mundo com a seleção. Em sua demissão, a declaração acima foi utilizada e mostrou a real cara do clube que agora conta com Renato Gaúcho.

O verdadeiro problema está aí, no conflito entre os dois "chefes". Mas será que Horcades é quem vai levar a melhor? Segundo ele, o futebol do Fluminense nunca esteve nas mãos da Unimed. Disse que obviamente participam de algumas reuniões e são ouvidos, pois a parceiria é uma das mais antigas e sólidas do Brasil, e a última palavra, assim como foi no caso do Parreira, é sempre da cúpula do futebol, ou seja, só gente do Fluminense. Mas será essa a verdade? Ou o que ouvimos sobre a Unimed mandar é tudo inventado? A grande questão é essa, e o Flu só cai. Vai descendo, e junto com ele leva o dinheiro da Unimed, que provavelmente o abandonará ou por estarem há muito tempo juntos, ou por causa da imagem que passa a série B (caso o Fluminense seja rebaixado). Ou por ambos.
"São dez anos de patrocínio, e é que nem casamento. Sempre tem um desgaste. No momento oportuno vamos ver se as duas partes são favoráveis a renovar." - foi o que disse o grande Celso Barros. O momento deve ser a Série B. E isso nenhum torcedor fanático das Laranjeiras vai gostar. Mas a diretoria é quem está mandando o Fluminense para um lugar que não é o seu: onde o Vasco, que também não pertence a esse lugar, está. Boa sorte, Fluminense.











